Saúde com Ciência/UFMG: Aplicativos para smartphone como aliados da saúde

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Olá! Os smartphones são uma mistura dos celulares e dos computadores. Um aparelho relativamente pequeno e prático que carrega em si diversos recursos comunicativos sendo o principal deles o acesso à internet, e consequentemente à uma infinidade de aplicativos com variadas funções. O professor e coordenador do Centro de Tecnologia e Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG, Cláudio de Souza, comenta os aplicativos disponíveis a favor da saúde.

Cláudio de Souza – “Cada vez mais tem havido o desenvolvimento de aplicativos e equipamentos que possibilitam o autodiagnóstico. Quer dizer, o eletrocardiograma já pode ser feito pelo próprio paciente com o smartphone, ultrassons já podem ser feitos, exames de ouvido, de garganta, de nariz, a endoscopia já pode ser acompanhada pelo smartphone. Então é uma verdadeira transformação não só de possibilidades muitas vezes do paciente mesmo colher o exame como também de redução do custo desses equipamentos.

Esses avanços tecnológicos permitiriam certa autonomia aos pacientes. Eles poderão realizar seus próprios exames e dessa forma ter maior acesso às informações referentes à sua saúde, como comenta o especialista.

Cláudio de Souza – “O paciente, num futuro muito próximo, vai chegar ao médico com uma série de exames complementares que ele mesmo colheu. Ele vai à busca de soluções para esses problemas, então há uma previsão de que o exercício médico seja bem diferente do que ele é no momento. Cada vez [mais] nós vamos ter um paciente melhor informado sobre suas condições de saúde e interagindo com o médico, e o médico orientando esse paciente”.

Mas com tanta autonomia, muitas pessoas podem pensar que as consultas médicas podem não ser mais necessárias. O professor lembra a importância dos profissionais da saúde.

Cláudio de Souza – “Nada disso, de todos esses avanços, não isentam a necessidade da formação em medicina porque para tomar a decisão você precisa conhecer, não basta você ter o resultado do ‘eletro’. Você precisa saber interpretar o ‘elétro’. Pode até ter um software que interprete minimamente isso para você, mas tem que personalizar, ver essas alterações, se elas são graves ou se são alterações que não levam à nenhuma preocupação. Então a presença do médico continua e vai continuar sendo absolutamente necessária”.

A tecnologia faz parte da evolução e seu objetivo é facilitar a vida humana, mas para isso as pessoas devem se adaptar corretamente ao uso desses instrumentos. No caso da medicina é importante que os indivíduos não confundam o poder de informação desses aplicativos com o papel do profissional da saúde.

Cláudio de Souza – “O fato é que nós estamos no limiar de uma revolução tecnológica de uma nova era. Como nós tivemos no passado a revolução industrial, nós estamos vivenciando agora uma revolução tecnológica que vai mudar o jeito de ser das pessoas, a sociedade de um modo geral e a gente precisa ir se adaptando à essa nova realidade”.

Esta é uma reprodução a partir da série “Saúde e Tecnologia” do programa Saúde com Ciência, parceiro Oxigênio. É uma iniciativa da Assessoria de Comunicação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Acesse aqui o programa completo e mais informações.

Matéria de Larissa Rodrigues, produção de Bruna Lelis, com trabalhos técnicos de Tiago França.  

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