Oxidoc: Sempre há um antes: a história do Nudecri

 

 No início dos anos 1980, o linguista Carlos Vogt era professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Naquela época estavam começando a ser implementados na universidade os Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa. Foi quando o Vogt, ao lado do artista João Batista da Costa Aguiar, pensaram na criação do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade, o Nudecri.

 “O Núcleo nasceu com essa vocação para abrigar atividades, ações e programas, não-ortodoxos, não inscritos necessariamente na linha de cursos regulares. O Nudecri foi, nesse sentido, pioneiro. Porque ele trouxe para dentro da Unicamp essas atividades que eram mais ou menos marginais”, conta Vogt.

 O Nudecri foi criado oficialmente em 1985. A professora Eni Orlandi e o professor Eduardo Guimarães eram colegas de departamento do Vogt no Instituto de Estudos da Linguagem, e faziam parte do grupo que embarcou nessa ideia.

 Para Orlandi, os núcleos foram pensados para “movimentar a universidade em torno de programas que exigiam conhecimento, mas que, ao mesmo tempo, também proporcionassem uma relação com a sociedade de maneira clara”. Guimarães acrescenta que o Nudecri, em particular, surgiu como um espaço para “ideias variadas e uma certa novidade dentro das Ciências Humanas e na relação com as artes”.

 Neste Oxidoc, a repórter Beatriz Guimarães entrevista Carlos Vogt, Eni Orlandi e Eduardo Guimarães para compreender um pouco da história do Nudecri e de seus laboratórios, o Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) e o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor).

O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência.

Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast.

 

Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães.

Supervisão: Simone Pallone e Claudia Pfeiffer.

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