Inovação e Patentes

Olá. Você sabe onde e quando foi publicada a primeira patente? Os registros mais antigos indicam que foi na Inglaterra, no longínquo ano de 1449. Naquela época, uma patente era concedida apenas por reis, válida por vinte anos, escrita em pergaminho e lacrada por meio de um selo real. O primeiro inventor foi John Utynam, um mestre vidreiro flamengo, que recebeu a primeira patente pelas mãos do Rei Henry VI. Pouco se sabe da vida de Utynam, que recebeu a incumbência de produzir os primeiros vidros das janelas do King’s College, em Cambridge.

Embora não tivesse inventado vitrais coloridos, Utynam foi o primeiro a solicitar uma carta patente, por declarar ter elaborado uma nova técnica de fabricação de vidros coloridos. Desde aquela época, o termo patente provém da palavra latina patere, significando algo “aberto, amplo, visível”. A segunda patente foi concedida quase um século depois, em 1552 para outro vidreiro, o inglês Henry Smyth, pelas mãos do Rei Edward VI. 

Curiosamente, as primeiras publicações científicas também foram sobre vidros. Ambas foram impressas no ano de 1665 nos dois primeiros jornais científicos – e que ainda existem – o francês Le Journal des Sçavans, em janeiro; e poucas semanas depois foi lançado o inglês Philosophical Transactions of the Royal Society. O assunto foi o mesmo em ambas publicações: as incríveis observações e novas descobertas do astrônomo italiano Giuseppe Campani, que também era vidreiro. Ele concebeu um novo método de produção, corte e polimento de lentes especiais que permitiu a fabricação de potentes telescópios. Desta forma, pode-se afirmar que a produção e elaboração de vidros especiais marcou o início da revolução científica e tecnológica em nosso mundo.

Mas o que é vidro? Este é um assunto para uma próxima ocasião.

Matéria de Marcio Nascimento

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