Dietas vegetariana e vegana: pela saúde e pelos animais

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Dietas veganas e vegetarianas: quais os seus conceitos? O que são mitos e verdades? O que dizem as pesquisas sobre o tema? Quem explica sobre essas opções é Julicristie Machado de Oliveira, pesquisadora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (FCA/Unicamp) em Limeira-SP.

A entrevista, realizada pelo repórter Juan Matheus, aconteceu no dia 23 de outubro e você pode ouvir na íntegra clicando no player acima.

Julicristie explica que a opção pelo vegetarianismo é restrita à alimentação e, embora exclua carnes em geral, pode manter o consumo de produtos como ovos, mel e laticínios. Já o veganismo, além de não ter alimentos de origem animal, busca consolidar e ampliar os seus direitos excluindo outros produtos, sejam eles testados ou de origem animal.

Embora as opiniões dos especialistas variem, a American Dietetic Association em 2009 declarou que dietas vegetarianas e veganas são compatíveis com a saúde.

Além disso, há estudos que associam essas dietas com a redução da incidência de câncer no trato gastrointestinal e benefícios cardiovasculares. Se as dietas forem bem planejadas, não há riscos muito aumentados de osteoporose, diz Oliveira.

Mas é preciso que a dieta seja variada e com a suplementação de vitaminas, particularmente a B12. Sua deficiência pode afetar a memória e causar outros problemas neurológicos.

Atletas, grávidas e crianças, segundo a pesquisadora, podem adotar dietas veganas desde que façam substituições adequadas para suas necessidades fisiológicas e nutricionais.

Por exemplo, gergelim, tofu, várias hortaliças escuras como escarola e brócolis, e amêndoas são boas fontes de cálcio, podendo substituir o leite como fonte desse mineral e evitar riscos de osteoporose, afirma Oliveira.

Oxigênio na SNCT

Esta entrevista fez parte das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2016) por meio do projeto “1, 2, Feijão com Arroz, 3, 4, Ciência no Rádio”. Foi uma realização do programa Oxigênio web rádio e podcast por meio do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp em parceria com a Web Rádio Unicamp. O projeto contou também com Helena Gomes na produção da vinheta, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (NEPA) da universidade na produção de pautas e conteúdos, e financiamento via Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Governo Federal.

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