Aquicultura cresce; pesquisa e divulgação são necessárias

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A aquicultura, o cultivo de organismos aquáticos – peixes, algas, camarões e outros – de modo controlado, tem crescido no mundo a um ritmo maior do que outros setores consolidados como a criação de bovinos e aves.

Para falar sobre o assunto, a repórter Simone Pallone entrevistou, no dia 20 de outubro, Juliana Schober, professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) onde desenvolve pesquisas sobre aquicultura orgânica. Ouça essa conversa na íntegra clicando no player acima.

A aquicultura produz alimentos de alta qualidade e é também fonte importante de recursos econômicos, especialmente em nações mais pobres, no hemisfério Sul. Segundo, Schober, como as populações de muitos desses países são ligadas à pesca, sua dieta baseia-se fortemente em pescados, o que contribui para o desenvolvimento acelerado da aquicultura.

O trabalho desenvolvido pela pesquisadora procura entender as formas de produção dos cultivos aquáticos. A partir disso, visa introduzir conceitos agroecológicos no sistema com melhorias que diminuem seu impacto ambiental, além de promover condições sociais e econômicas aos produtores.

Atualmente o modo de produção da aquicultura assemelha-se mais aos sistemas convencionais do agronegócio, mas, segundo Schober, uma mudança está em curso para inserir os pequenos produtores. Para eles, a produção representa uma importante fonte de proteínas e também de renda.

A pesquisadora ressaltou que um desafio importante nesse campo é a comunicação sobre a aquicultura para ampliar o conhecimento dessa produção entre diferentes públicos, além do envolvimento das universidades realizando pesquisas no setor.

Oxigênio na SNCT

Esta entrevista fez parte das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2016) por meio do projeto “1, 2, Feijão com Arroz, 3, 4, Ciência no Rádio”. Foi uma realização do programa Oxigênio web rádio e podcast por meio do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp em parceria com a Web Rádio Unicamp. O projeto contou também com Helena Gomes na produção da vinheta, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (NEPA) da universidade na produção de pautas e conteúdos, e financiamento via Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Governo Federal.

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