Alimentos industrializados: informação para escolhas saudáveis

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Dúvidas que sempre surgem a respeito de produtos industrializados: ele são práticos; mas são saudáveis? Há limites para seu consumo? A entrevistada sobre o tema foi a pesquisadora Alline Tribst, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA/Unicamp). Ouça na íntegra clicando no player acima.

Às repórteres Paula Penedo e Luana Campos, no dia 21 de outubro, ela explicou que o papel básico da indústria é permitir que alimentos produzidos em uma determinada região cheguem a consumidores em outro local, de forma estável e segura. Visto assim, o consumo em si não é o problema, e sim as escolhas que fazemos.

De acordo com a pesquisadora, os aditivos usados pela indústria de alimentos são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os testes prevêem o consumo regular e também eventuais efeitos cumulativos desses produtos no organismo: os tipos e as concentrações máximas de aditivos por produto são determinados a partir de um cenário de um consumo abusivo de alimentos industrializados.

Para Tribst, as escolhas devem partir tanto do Estado, através da regulamentação e fiscalização, quanto das famílias. No caso da publicidade infantil, a pesquisadora observa que é um público sem capacidade de discernimento e conhecimento necessários para fazer sua própria escolha. É o caso em que o sistema regulatório deve criar políticas públicas para coibir o incentivo práticas abusivas.

Oxigênio na SNCT

Esta entrevista fez parte das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2016) por meio do projeto “1, 2, Feijão com Arroz, 3, 4, Ciência no Rádio”. Foi uma realização do programa Oxigênio web rádio e podcast por meio do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp em parceria com a Web Rádio Unicamp. O projeto contou também com Helena Gomes na produção da vinheta, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (NEPA) da universidade na produção de pautas e conteúdos, e financiamento via Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Governo Federal.

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