#85 Oxilab: Nexus – Energia

O que significa segurança para você? A segurança da vida contemporânea depende de três elementos: energia, água e alimentos. O NEXUS dessa tríade impõe desafios para suprir as necessidades básicas da crescente população frente a crise climática. 

No primeiro episódio da série Oxilab #85 – Nexus, conversamos sobre ENERGIA com o cientista Davi Gabriel Lopes, engenheiro agrônomo, pós-graduado em Engenharia Mecânica pela Unicamp. Ele fala sobre segurança energética, o sistema elétrico brasileiro e políticas públicas que prometem encaminhar o Brasil rumo a agenda do acordo de Paris. 

O programa mostra como o país é um verdadeiro paraíso energético. No entanto, sem investimentos em ciência, tecnologia, inovação, infraestrutura e uma agenda política alinhada podemos ficar em apuros. 

A entrevista, o roteiro e a narração são de Camila Cunha e a produção do Planteia, iniciativa de divulgação científica. A decupagem de entrevistas é de Paula Gomes; as sonoras e/ou apoio na produção são de Allison Almeida e Samuel Ribeiro; e social mídia por Helena Ansani. A coordenação é da Prof. Simone Pallone do Labjor – Unicamp e os trabalhos técnicos de Gustavo Campos e Jeverson Barbieri da Rádio Unicamp.

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Abaixo, a transcrição do episódio:

Camila Cunha: Nas manchetes dos jornais, os efeitos das mudanças climáticas já são rotina.

[Som de mudança de estações de rádio…]

Camila Cunha: Essa crise traz perigos e incertezas e os danos e riscos estimados por cientistas são alarmantes. O que fazer? Bom, precisamos que os governantes estimulem ações e mudanças via implementação de políticas públicas aqui e agora. Sem investimentos pesados e contínuos em ciência, tecnologia e inovação, além de infraestrutura e incentivos fiscais, as mudanças profundas que a economia, hoje movida a combustíveis fósseis, precisa será inviável. Em 2050 seremos 9 bilhões de habitantes e a necessidade de energia, água e alimentos será cada vez maior. A escassez ou limitada disponibilidade dessa tríade é crítica principalmente nos países pobres ou em desenvolvimento. O desafio está na interdependência desses recursos – energia, água e alimentos. O aumento da oferta direta de um deles implica na depleção (ou redução) dos outros dois e nas suas respectivas cadeias produtivas.

Camila Cunha: Eu sou Camila Cunha e pensando nisso, nós do Oxigênio em parceria com a iniciativa Planteia de divulgação científica, preparamos uma série de quatro episódios para conversar sobre o status desses recursos no Brasil. No primeiro episódio da série, o tema é energia. Então, se liga, aí!

[Vinheta de abertura da Rádio Oxigênio]

Davi Gabriel Lopes: Eu sou engenheiro agrônomo de formação, me formei pela Universidade Federal do Ceará. Sou mestre e doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. Sou atualmente pesquisador colaborador do Instituto de Biologia. A minha linha de pesquisa é células a combustíveis, utilizando o hidrogênio como vetor de energia, principalmente hidrogênio a partir de biocombustíveis, mas não só… A gente está desenvolvendo um projeto com gás natural veicular para diminuir a intensidade de carbono no transporte brasileiro. 

Camila Cunha: Quem fala é o Davi Gabriel Lopes, pesquisador no Laboratório de Genômica e bioEnergia da Unicamp. As células a combustível que o Davi estuda são muito interessantes, pois usam hidrogênio para gerar energia elétrica para dispositivos de uso diário, como lâmpadas, eletrodomésticos e até motores de carros elétricos. O mais legal é que essas células a combustível liberam água ao invés de gases do efeito estufa. Isso mesmo, água! Claro, ainda são muitos os gargalos para que elas sejam usadas corriqueiramente, mas as pesquisas servem justamente para isso: melhorar e baratear os processos de produção tanto do gás hidrogênio quanto dos componentes que formam a célula a combustível. Mas, esse não será nosso foco hoje. Voltemos a água, ops, voltemos a energia. Eu perguntei para o Davi, o que é segurança energética?

Davi Lopes: Segurança energética é a capacidade que um país tem de produzir sua própria energia ao invés de depender de outros países. Alguns países europeus dependem de outros países para complementar a sua matriz energética, a partir de gás natural vindo da Rússia, por exemplo. A Alemanha está proibindo o uso de fontes de energia a partir da energia nuclear e está importando energia e cada vez mais dependente de outros países. Por isso, que ela optou (agora está diminuindo), mas optou pela energia solar fotovoltaica, porque isso garante que ela dependa cada vez menos dos países fronteiriços. A energia é isso, não há vida contemporânea sem energia e suas transformações. Um país que não detém todo o processo de produção da suas potencialidades energéticas é um país que pode sofrer, por exemplo, numa guerra. Alguém pode fechar a torneirinha e acabou o gás natural. No Brasil, a gente usa essas potencialidades. Normalmente, as pessoas gostam de falar muito mal, aqui não é assim, não é assado. A gente tem um dos mais modernos setores elétricos e a gente consegue utilizar as nossas potencialidades nacionais. Com a descoberta do pré-sal a gente começou a ficar menos dependente lá de fora. Apesar que agora a gente está importando combustíveis refinados, mas isso é (mais) um problema de engenharia econômica, do que propriamente de segurança energética, porque a gente tem a capacidade de gerar e utilizar as nossas potencialidades no que se refere ao petróleo, que é uma fonte estratégica ainda. Infelizmente, né?! A segurança energética é, basicamente isso, a capacidade que o país tem de gerar a sua própria energia para prover os setores agrícolas, industriais, de serviços, etc., sem depender de outro país, por exemplo.   

Camila Cunha: O mundo ainda é movido por fontes de energia não renováveis, que incluem o carvão mineral, o petróleo, o gás natural e a nuclear, que dependem de reservas finitas e esgotáveis. O Davi comentou que a dependência energética, principalmente desses recursos escassos, pode deixar um país vulnerável, por exemplo em guerras. 

Camila Cunha: Em geral, a concentração geográfica desses recursos energéticos, das rotas e da infraestrutura da cadeia de produção, a diversidade dos países exportadores e até a infraestrutura precária ou vulnerável a ataques em algumas localidades podem ser o estopim ou a desculpa de conflitos violentos, instabilidade social ou disputas políticas. E, por que será que esses recursos energéticos que podem durar talvez mais 100 anos ainda são considerados estratégicos? Bom, conhecemos muito bem as propriedades físico-químicas dessas matérias-primas, o rendimento energético delas é alto, os preços são atrativos e a infraestrutura já está instalada (são plataformas, poços, refinarias, dutos, malhas ferroviárias e rodoviárias), que geram, claro, muitos empregos. Todos esses fatores levam ao “aprisionamento tecnológico”, esse é o termo técnico usado por economistas e significa que a estrutura do sistema e a rede de relação dos diferentes atores que a compõe geram tantas amarras, que acabam por impedir ou desestimular alternativas que poderiam ser mais vantajosas para o mercado, para a sociedade e para o meio-ambiente. Em geral, os investimentos nos sistema energético são de muito longo prazo e as decisões de hoje afetam significativamente o futuro. E, o Brasil? Davi, quais são as fontes energéticas que o Brasil utiliza? Quais são as nossas potencialidades nacionais?

Davi Lopes: O Brasil usa mais ou menos 35,5% de petróleo e derivados, 12% de gás natural. Há uma tendência agora de aumentar o uso do gás natural, porque a distribuição já não é mais um monopólio natural. A hidráulica a gente está com mais ou menos 13%. E, eu estou falando aqui matriz energética e não matriz elétrica tá?! Há uma diferença. [continua].

Camila Cunha: Deixa eu interromper o Davi um pouquinho aqui. Matriz energética é o conjunto de fontes que um país possui para suprir sua demanda interna de energia. Já a matriz elétrica, está embutida na energética, e incluem somente as fontes usadas para a produção de energia elétrica. Continua Davi…

Davi Lopes: [continuação] 17% de derivados da cana e carvão vegetal, 8%. E, as demais renováveis, 5,4%. De forma geral a nossa matriz energética é 43,5%, 44% renovável. Se a gente comparar com o mundo, o mundo é 14,1% intensivo na suas matrizes energéticas a partir de fontes renováveis. Por isso, eu considero e falo sempre isso em palestras e na sala de aula, que a gente é um Emirados Árabes de fontes renováveis. Na nossa matriz elétrica a gente tem 70% hidráulico e mais 16% de eólico. 

Camila Cunha: Somos mais que um paraíso tropical, somos um paraíso de fontes renováveis! A hidroeletricidade compõe uma das principais fontes energéticas do Brasil. A tendência é reduzir o uso do petróleo, dada a volatilidade dos preços internacionais e do desenvolvimento de um parque tecnológico petrolífero nacional, além disso temos o etanol utilizado como combustível para veículos leves, cujo incentivo começou na década de 70 com o Pró-Álcool. O país ainda tem grande vocação para a geração de energia solar e eólica. O uso da água, da biomassa, do sol e dos ventos para gerar energia compõem as fontes de energia renováveis. Explorar esse tipo de potencialidade tem, em geral (depende do caso a caso), mais vantagens do que desvantagens, como ilustra o Davi com as hidroelétricas. 

Davi Lopes: É necessário que a gente compreenda enquanto nação que a gente precisa de energia renovável e a gente precisa de energia renovável, barata. O ciclo da água é renovável. Quando a gente fala da energia hidrelétrica a gente tá falando de energia limpa e barata. A questão é: é barata por que a gente não leva em consideração impactos socioambientais? Eu acredito que sim. Mas mesmo se a gente embutir no preço esses valores. Se é que dá para valorar os valores sociais no impacto de uma hidrelétrica, por exemplo, alegando um cemitério de uma pequena cidade ou o sentimento humano… Há vantagens nas hidrelétricas do ponto de vista econômico, tá, para quem tá escutando aí, antropólogos, sociólogos, eu tô falando basicamente do ponto de vista econômico, tem vantagens comparativas com as outras fontes, isso sem dúvida nenhuma. Do ponto de vista dos impactos ambientais para a mudança climática, as grandes hidrelétricas têm os impactos nos primeiros cinco anos. Segundo alguns estudos já publicados e internacionalmente aceitos, você tem o impacto do metano, porque você tem material orgânico naquele local e você vai colocar água. Você tem reações de bactérias e se lança esse gás de efeito estufa, que é 33 vezes, se eu não me engano, mais intensivo do que o dióxido de carbono. E sim, há impactos globais, mas bastante resumido se você comparar, por exemplo, com uma termelétrica a combustível. Então, essas perguntas são bem interessante né, porque a gente precisa ter essas preocupações dentro do planejamento energético: barato, universal e que causam menos impactos. Mas os impactos das hidrelétricas são maiores nas comunidades locais e no bioma local do que propriamente no mundial, pelo menos do ponto de vista dos gases de efeito estufa.

Camila Cunha: Planejamento energético: barato, universal e com reduzido impacto. A palavra “planejamento” parece estar faltando nas ações de nossos governantes. Quem não lembra do maior racionamento de energia do país, em 2001? Ou do racionamento recente de água, em 2014? As duas crises atingiram São Paulo em cheio e não foram fatalidades. O descompasso entre aumento da demanda e a capacidade instalada (reservatórios, geração, linhas de transmissão e distribuição) levou ao uso predatório dos reservatórios por anos, deixando o sistema cada vez mais dependente do regime anual de chuvas. Incertezas no marco regulatório, desvalorização cambial em 1999 e balanço das contas públicas afastaram investimentos públicos e privados. Desde racionamentos ainda mais antigos, como os da década de 80, no desespero da crise a solução é sempre a construção de poluidoras termelétricas que funcionam as custas de combustíveis fósseis. O Davi explica que a energia renovável pode ser uma vantagem competitiva para o país, afinal nós temos o know-how

Davi Lopes: A nossa matriz energética é extremamente renovável, isso é um grande benefício para o país. Só que quando a gente compara com outros países, a gente começa a se perguntar: por que a gente não utiliza as nossas potencialidades de energias não renováveis, já que os outros países, a média é de 14% e a nossa média é de 44%? Então… O Brasil na verdade tem “entre aspas” poluído sua matriz elétrica. A gente tem optado erroneamente, na minha humilde opinião, a se desenvolver a partir de fontes não renováveis, como alguns leilões de energia a partir de carvão, por exemplo, e a gente tem sujado a nossa matriz energética a partir da nossa matriz elétrica, exatamente porque a gente tem uma vantagem comparativa (em relação a) outros países. Qualquer países europeu pode chegar no Brasil e falar: Vocês tem que deixar de emitir na sua matriz energética! O governo pode optar e falar o seguinte: Então… a gente tem 44% da nossa matriz energética de renováveis, vocês 14%, então a gente tem um certo direito de poluir, né?! O que é uma visão muito pobre, pouco estratégica. Essa retórica de que vocês poluem e eu também vou poluir, é uma retórica já bastante ultrapassada, porque o planeta é só um. Não interessa quem poluiu mais e quem poluiu menos, o que interessa é estrategicamente como agir para que se impacte menos. Então na verdade, a vantagem comparativa com outros países que a gente tem de ser tão renovável é exportar essa expertise tecnológica-científica para que outros países comprem da gente esse conhecimento já bastante arraigado nas nossas comunidades e nos nossos setores

Camila Cunha: O consumo de energia elétrica acima de uma tonelada equivalente de petróleo por ano está associado a menores taxas de analfabetismo, mortalidade infantil e fertilidade e maior expectativa de vida. Apesar do Brasil estar em uma posição razoável, superior a esse valor, o atraso no investimento em infraestrutura contribui para a retração da economia, que não pode alavancar sem energia. Novos racionamentos poderão representar grandes obstáculos para o país passada essa fase de recessão e estagnação. 

Davi Lopes: A energia é extremamente importante para o desenvolvimento de um país. Por exemplo, no nosso caso a energia hidráulica, é uma energia barata, porque a gente tem todo o conhecimento técnico-científico sobre a transformação de energia potencial em energia elétrica. Encarecendo essa nossa energia a gente vai impactar diretamente no setor industrial, no setor de comércio, enfim, no setor de serviços, por que a energia é um insumo, é um dado, é um input, que a gente sempre leva em consideração quando está fazendo nossas planilhas de custo. 

Camila Cunha: Em um país continental como o Brasil, como funciona o sistema elétrico?

Davi Lopes: Então o Brasil tem dois sistemas, né?! Tem o Sistema Interligado Nacional e tem o Sistema Isolado. O Sistema Interligado Nacional é basicamente a geração de energia em qualquer ponto do país – excluindo naturalmente o isolado – e ele pode ser transferido para outras regiões. Por exemplo: se o Nordeste estiver produzindo muita energia e estiver consumindo pouca energia, e o Sudeste estiver produzindo pouca energia e consumindo muita energia, o Nordeste pode importar energia para o Sudeste, por exemplo. A gente tem dentro do setor elétrico, um dos mais modernos do mundo. Aqui quando falta energia por três horas a gente reclama, liga para distribuidora, etc. etc… Não tô dizendo que não deva fazer isso, mas por exemplo, (se) faltar energia em Nova York, a Califórnia não manda energia para Nova Iorque para suprir essa demanda de energia, como acontece no caso brasileiro. Então a gente tem um sistema bastante robusto, bastante confiável e bastante moderno. 

Camila Cunha: Isso é fantástico! Os subsistemas do Sistema Interligado Nacional são todos conectados e aproveitam melhor a sazonalidade dos rios com a permuta de excedentes de energia elétrica. E, o que seria o Sistema Isolado?

Davi Lopes: O Sistema Isolado, ele não (é) necessariamente isolado em distância. Por exemplo, eu fiz um trabalho no meu mestrado de um reformador de etanol e célula combustível que a comunidade que foi atendida ficava a 25 Km da capital Cuiabá. Então ela é isolada do ponto de vista energético, não é isolada do ponto de vista de transporte, distância… Por que eles não põe essas comunidades no Sistema Interligado? Principalmente pela baixa demanda. Você tem comunidades muito dispersas e baixo consumo de energia. Ele não desperta interesse econômico da distribuidora de levar energia para essas localidades. E aí foi criado o Programa “Luz Para Todos”, que obrigou as distribuidoras a levar energia a qualquer pessoa. Então, no começo do programa em 2004 a gente tinha 16 milhões de conterrâneos nossos sem energia, basicamente utilizavam a energia da lenha para cocção, para cozinhar, e muito dificilmente tinham acesso a gás, porque é muito caro. O “Luz Para Todos” levou para várias comunidades o Sistema Interligado. Ele atualmente tem cerca de um milhão de pessoas (que) ainda não são atendidas dentro do Sistema Interligado, mas são atendida de certa forma por alguma geração local que é distribuída. Se utiliza a geração fotovoltaica, geradores a diesel. Então a gente tem um setor extremamente pujante e moderno. É bom que os ouvintes saibam disso. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) são agências extremamente competentes no trabalho que fazem, principalmente porque elas estão do lado do consumidor. Então, incentivam projetos de pesquisa e desenvolvimento, tanto a ANEEL quanto a ANP, enfim, é um setor que para além da distribuição, geração e transmissão tem uma preocupação de realmente garantir segurança e qualidade da energia para consumidores brasileiros.

Camila Cunha:  O Programa Luz para Todos foi pensando para levar eletrificação para regiões rurais e remotas do país e universalizar o acesso a energia elétrica. Em mais de 10 anos, o programa atingiu 16,2 milhões de pessoas. Davi, existem outros projetos relacionados à energia em andamento no Brasil? Quais você destacaria? 

Davi Lopes: Há atualmente dois programas extremamente relevantes no Brasil que vai onerar o primeiro de forma direta, o setor de energia, e outro de forma indireta, que é o RenovaBio e o Rota2030. O RenovaBio é um programa específico para a produção de biocombustíveis no Brasil onde ele onera o distribuidor que vende mais combustíveis de fonte fóssil e que beneficia os produtores rurais, que são mais eficientes dentro de todo o seu processo. Nosso maior gargalo é o setor agrícola, é o setor que mais polui no Brasil, torná-lo mais eficiente dentro desse processo de produção do biocombustível, essa eficiência vai ser remunerada a partir dos CBios, que é uma moeda que ainda está sendo discutida. Então, essa é uma política bastante importante que tem tido um aceite bastante entusiasmado da academia e do setor produtivo nacional que tem visto no RenovaBio uma oportunidade interessante de gerar conhecimento e gerar riquezas de uma fonte renovável que a gente domina

Camila Cunha: O RenovaBio é um incentivo para aumentar a participação dos biocombustíveis, feitos em sua maioria de cana-de-açúcar e soja, na matriz energética e promover a segurança energética do país, estimulando o mercado de combustíveis interno ao mesmo tempo que reduzimos as emissões de gases do efeito estufa como acordado em Paris em 2016. E o Rota 2030?

Davi Lopes: O Rota 2030 impacta indiretamente, uma parte dele prevê motores mais eficientes, com autonomia maior, o uso de célula a combustível usando biocombustíveis como o etanol e combustíveis como menor intensidade de carbono, como o gás natural, vai trazer um impacto positivo para o setor de energia. O RenovaBio vai impactar diretamente, de forma mais significativa, na minha opinião, o nosso setor (energético). A gente espera que tenha uma conversa entre os dois projetos.

Camila Cunha: O Rota 2030 quer fazer do Brasil um pólo automobilístico moderno ou mais próximo dos países ricos. Um dos focos do programa está nos carros híbridos e elétricos, cujos preços e tecnologia ainda estão fora do nosso alcance. O programa prevê também aumento da eficiência energética e segurança de veículos, bem como atração de investimentos para o setor. Qual será efeito desses programas? Ainda precisamos esperar para ver!

Camila Cunha: O roteiro e a apresentação desse episódio energético é de Camila Cunha. Sou eu! O roteiro teve apoio de Allison Almeida e decupagem de entrevistas de Paula Gomes. A coordenação é da professora Simone Pallone, do Labjor. Trabalhos técnicos de Gustavo Campos e Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e apoio do Planteia. Gostou do programa? Acompanhe o Oxigênio no Facebook (facebook.com/oxigenionoticias – tudo junto e sem acento), no Instagram (@radiooxigenio) ou siga a gente no Twitter (@oxigenio_news). E para conhecer a iniciativa de divulgação científica Planteia, acesse www.planteia.com.br. Me conta o que você achou do programa. Deixe sua crítica ou comentário na plataforma que ouve o podcast. Até o próximo episódio! 

 

Créditos:

Efeito sonoro e músicas:

“Tuning small medium-wave receiver” da biblioteca BBC Sound Effect.

“Burrow Burrow” e “Marquetry” de Little Rock disponíveis no Blue Dot Sessions.

“Sour Apple” de RAGE da Biblioteca de áudio do YouTube.

Som de vídeos do Youtube:

“Evacuação de cidades na Austrália por conta de onda de calor” do Canal UOL.

“Antártica registra recorde de calor com 18,3ºC”,  “Frio histórico nos EUA tem sensação térmica de -70ºC” e “Japão se prepara para chegada de tempestade” do canal Band Jornalismo.

“Mudanças climáticas: pior seca em 50 ano s no Brasil” do Canal ONU Brasil.

“Mais de 50 morrem com chuvas e enchentes em Minas Gerais” do Canal Jornal O Globo.

Imagem de capa:

“stockvault-bulb128619.jpg” de Carol Padilha e edição de Camila Cunha

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