#46 – Giro de notícias: expedição na costa australiana, febre amarela e bugios, crianças e tecnologias, publicações de acesso aberto e preprints

O Oxigênio #46 traz um Giro de Notícias com os seguintes assuntos: acionistas da Apple pedem que a empresa tome atitudes para reduzir e controlar o uso de tecnologias por crianças; esclarecimentos sobre a relação entre os primatas e a transmissão da febre amarela; as publicações de acesso aberto no Brasil e a popularização dos preprints nas ciências biológicas. O programa conta, também, com relatos sobre a expedição marítima 369-Australia Cretaceous Climate and Tectonics, trazidos pela colaboradora do Oxigênio Cristiane Delfina, que participou dessa viagem.

O aumento dos casos de febre amarela e a má informação da população quanto ao modo de transmissão dessa doença tem feito crescer os episódios de ataques a macacos. Na capital paulistana, por exemplo, 105 animais foram encontrados mortos entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Os ataques, além de não impedirem a propagação do vírus, ameaçam comunidades locais de primatas e, ainda, prejudicam o trabalho dos laboratórios que analisam a febre amarela, visto que todos os animais encontrados mortos precisam passar por exames.

No final de 2017, um documentário lançado pela Netflix colocou os bugios na lista dos 72 animais mais perigosos da América Latina, com a justificativa de que eles são transmissores da febre amarela. O equívoco provocou manifestações na comunidade científica, originando um abaixo-assinado para que a produtora tire o filme do ar.

Outra pauta foi a carta aberta enviada à Apple, em janeiro deste ano, por dois de seus grandes acionistas, pedindo que a empresa crie mecanismos para ajudar pais e mães a controlarem o acesso e o uso de smartphones e tablets por suas crianças. Segundo a carta, o uso dos aparelhos estaria gerando “consequências negativas involuntárias”, tais como ansiedade, depressão, desatenção e falta de sociabilidade.

Por fim, o programa abordou a notícia de que o Brasil é o país com mais publicação científica em acesso aberto, conforme relatório da empresa norte-americana Science-Metrix. Também entrou em debate a recente popularização dos repositórios de preprints – manuscritos publicados antes da avaliação por pares – na área das ciências biológicas, além da adoção dessa modalidade pelo SciELO, prevista para junho deste ano.

A apresentação do Oxigênio #46 foi de Maria Letícia Bonatelli, Bruno Moraes, Cristiane Delfina e Beatriz Guimarães.

 

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