3º Marcha pela Ciência reúne cerca de mil pessoas na Avenida Paulista

A Marcha pela Ciência que ocorreu no dia 8 de outubro reuniu cerca de mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo. Entre os participantes do ato estavam professores universitários, alunos e pesquisadores ligados aos institutos de pesquisa. A principal reivindicação era o fim do contingenciamento e dos cortes de recursos federais destinados à ciência, além da revitalização dos institutos de pesquisa e revisão da situação das universidades públicas federais.

O corte para a ciência está programado no Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2018, e representa um dos menores orçamentos da história. O valor, de R$ 2,8 bilhões, é 44% menor do que o previsto antes dos cortes anunciados pelo governo federal em março deste ano.

O ato, que começou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) às 15 horas, foi coordenado pela Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) e pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC). Também apoiaram a iniciativa a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Pró-reitoria de Pesquisa da USP e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Associação Nacional de Pós-Graduandos e muitas pessoas que não fazem parte do meio acadêmico, mas que entendem os efeitos nefastos que esses cortes vão impor a toda a sociedade.

Adilson Gonçalves, professor de Química na Unesp e aluno do curso de Especialização em Jornalismo Científico do Labjor, da Unicamp, afirmou que: “nós vamos ter um salto para trás, nas poucas (…) estamos abandonando essa trajetória, infelizmente”.

Muitos manifestantes utilizaram cartazes no protesto para pedir atenção para a situação da ciência no Brasil. Alguns cartazes continham frases como “País sem ciência é país sem futuro”, “Governo sem consciência = país sem ciência”, “A vida sem ciência é uma espécie de morte” e “Ciência é investimento e não gasto”.  Para Eduardo Akio Sato, doutorando em física, “na marcha um dos gritos que se ouviam (…) é importante ter ciência no Brasil”.

Como afirmou Marcos Buckeridge, professor de Biociências da USP e presidente da Aciesp – Academia de Ciências do Estado de São Paulo, em um vídeo postado antes da marcha, no qual chamava toda a sociedade para participar da marcha: “…que todos se manifestem em prol da ciência, e que não sejam só os cientistas, mas todos nós, toda a sociedade a favor de uma ciência forte como ela tem sido nos últimos 30 anos”.

Matéria de Graziele Souza

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